Manual criado por indígenas orienta cobertura jornalística sobre povos originários

A Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor) lançou o Poranga Marandúa – Manual de Redação do Jornalismo Indígena, publicação que propõe novas referências para a cobertura jornalística sobre povos indígenas a partir das perspectivas, conhecimentos e experiências dos próprios povos originários. O lançamento oficial ocorreu na segunda-feira (10), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Inédito no país, o material foi desenvolvido coletivamente por profissionais indígenas das áreas de jornalismo, comunicação e pesquisa. Segundo a Abrinjor, o trabalho levou cerca de um ano e meio. O documento passou por discussão durante o primeiro encontro de indígenas jornalistas do Brasil e foi posteriormente validado pelos 68 integrantes da rede, pertencentes a 46 povos.

O manual reúne orientações práticas, conceitos e referências para enfrentar problemas ainda recorrentes na cobertura da imprensa, como estereótipos, racismo, invisibilização, uso inadequado de termos e falta de contextualização histórica. Também trata de questões relacionadas ao direito à imagem, exposição de fontes e personagens, preconceito linguístico e expressões racistas.

Entre as recomendações estão respeitar os calendários, as hierarquias e as regras estabelecidas pelas comunidades durante visitas aos territórios; evitar classificar automaticamente comunidades indígenas como rurais; e escrever os nomes dos povos com inicial maiúscula e sem plural. A publicação também chama a atenção para a necessidade de reconhecer indígenas como fontes e protagonistas das próprias narrativas.

O Poranga Marandúa, expressão que significa “boa notícia” em Nheengatu, está dividido entre uma parte histórico-conceitual — que apresenta a organização do movimento indígena e a trajetória da comunicação e do jornalismo indígena no Brasil — e outra dedicada a recomendações para profissionais e redações. A primeira edição foi editada e revisada pelo Instituto Kaingáng (Inka).

Além de servir como ferramenta para jornalistas em atividade, a publicação pretende contribuir para a formação de novos profissionais. Durante o lançamento, representantes da área acadêmica defenderam sua utilização nos cursos de Jornalismo e em processos de formação voltados à construção de uma comunicação antirracista e mais plural.

Acesse gratuitamente o Poranga Marandúa – Manual de Redação do Jornalismo Indígena:
jornalística sobre povos originários

Poranga Marandúa reúne orientações para combater estereótipos, racismo e invisibilidade na imprensa e está disponível gratuitamente

A Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor) lançou o Poranga Marandúa – Manual de Redação do Jornalismo Indígena, publicação que propõe novas referências para a cobertura jornalística sobre povos indígenas a partir das perspectivas, conhecimentos e experiências dos próprios povos originários. O lançamento oficial ocorreu na segunda-feira (10), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Inédito no país, o material foi desenvolvido coletivamente por profissionais indígenas das áreas de jornalismo, comunicação e pesquisa. Segundo a Abrinjor, o trabalho levou cerca de um ano e meio. O documento passou por discussão durante o primeiro encontro de indígenas jornalistas do Brasil e foi posteriormente validado pelos 68 integrantes da rede, pertencentes a 46 povos.

O manual reúne orientações práticas, conceitos e referências para enfrentar problemas ainda recorrentes na cobertura da imprensa, como estereótipos, racismo, invisibilização, uso inadequado de termos e falta de contextualização histórica. Também trata de questões relacionadas ao direito à imagem, exposição de fontes e personagens, preconceito linguístico e expressões racistas.

Entre as recomendações estão respeitar os calendários, as hierarquias e as regras estabelecidas pelas comunidades durante visitas aos territórios; evitar classificar automaticamente comunidades indígenas como rurais; e escrever os nomes dos povos com inicial maiúscula e sem plural. A publicação também chama a atenção para a necessidade de reconhecer indígenas como fontes e protagonistas das próprias narrativas.

O Poranga Marandúa, expressão que significa “boa notícia” em Nheengatu, está dividido entre uma parte histórico-conceitual — que apresenta a organização do movimento indígena e a trajetória da comunicação e do jornalismo indígena no Brasil — e outra dedicada a recomendações para profissionais e redações. A primeira edição foi editada e revisada pelo Instituto Kaingáng (Inka).

Além de servir como ferramenta para jornalistas em atividade, a publicação pretende contribuir para a formação de novos profissionais. Durante o lançamento, representantes da área acadêmica defenderam sua utilização nos cursos de Jornalismo e em processos de formação voltados à construção de uma comunicação antirracista e mais plural.

Acesse gratuitamente o Poranga Marandúa – Manual de Redação do Jornalismo Indígena:
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Núbia Cristina, 12.AGOSTO.2026 | Postado em Notícias
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